Sabe você o que vê o olhar brilhante do saruê? *** Eu me diluo e me construo em cada palavra que escrevo, talvez um dia consiga montar o meu perfil mais verdadeiro...
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
quarta-feira, 18 de março de 2015
COISA QUE NÃO DEVEMOS FAZER
Não devíamos passar a vida toda ou boa parte da vida fugindo do que tememos!!
Muitas vezes sentimos dor, e não vamos ao médico...
Temos profundos conflitos, que nos tira o sono, e não vamos ao psiquiatra...
Tememos que essa ou aquela pessoa entre nas nossas relações e tudo se desfaça..
e nunca tiramos nossas dores, nossos medos, nossas inseguranças e desconfianças a limpo...
Passamos uma vida, ou parte de uma vida apavorados...
Isto eu não quero mais!!
Quero tudo que temo perto de mim, pra descobrir a beleza e a força que cada ameaça esconde,
e, assim, fortalecer o meu ser...
Não para confrontar por confrontar; mas decidi conviver com o que mais me amedronta...
O medo não é covarde, isto é, ele nunca foge de nós...
Quero ao meu alcance tudo o que o que temo, sem medo de ser infeliz...
Este talvez seja o segredo da mais pura Felicidade!!!
Gostei desta postagem atribuída ao Chaplin...
Muitas vezes sentimos dor, e não vamos ao médico...
Temos profundos conflitos, que nos tira o sono, e não vamos ao psiquiatra...
Tememos que essa ou aquela pessoa entre nas nossas relações e tudo se desfaça..
e nunca tiramos nossas dores, nossos medos, nossas inseguranças e desconfianças a limpo...
Passamos uma vida, ou parte de uma vida apavorados...
Isto eu não quero mais!!
Quero tudo que temo perto de mim, pra descobrir a beleza e a força que cada ameaça esconde,
e, assim, fortalecer o meu ser...
Não para confrontar por confrontar; mas decidi conviver com o que mais me amedronta...
O medo não é covarde, isto é, ele nunca foge de nós...
Quero ao meu alcance tudo o que o que temo, sem medo de ser infeliz...
Este talvez seja o segredo da mais pura Felicidade!!!
Gostei desta postagem atribuída ao Chaplin...
terça-feira, 18 de novembro de 2014
quando às vezes me encontro
cansada a vista e a prazo
é que meu ser do meu corpo
se afasta e dista a minha alma
deste mundo
e em quase nada me comprazo
...não fora a brisa dos momentos a despertar
um brilhante aviso:
não há ensaio
nem a felicidade espera momento preciso
a vida se faz sempre no improviso!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Espelho d'água
Tropeçando nos próprios passos,
o homem, pequeno, passa...
olhos perdidos pelo passeio público.
Pinça o passado
pensando no futuro...
Padecendo de presente,
Mergulha em si...
E quando é hora de sorrir, "X"...
Assutado, quer emergir...
Fixos os pés,
O corpo lembra leve
o joão-bobo, corcoveia,
cai, levanta;
Viveu enraizada planta!
Há, houve, haverá
lágrimas, mas sorri, ora e
abrindo os braços à brisa
que pressente,
francamente levita e canta...
Por pouco não prescinde de si...
Persevera!
O homem sou eu!!
Tentando aprender
A não ouvir as dores
A projetar-se em versos...
Buscando a metáfora
que remeta fora
um sentimento...
Um verso: um universo!
E o mundo é pequeno
para qualquer de nós...
Mas ainda assim: "Mundo mundo, vasto mundo..."
Farta é a rima, mas sem solução...
Sempre me vivo,
Mas me sinto melhor se estou em ti...
Me vejo melhor, se reflexo na tua retina
São as tuas asas que me alçam voo
E com os teus pés sou-me bailarina
Oh! ser que passo,
a ser imagem,
espelho d´água!
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Ilações de sagitário
![]() |
| veja a imagem na fonte |
Ao contrário do resto dos centauros, que eram
notórios bebedores, indisciplinados, delinqüentes, sem cultura e propensos à
violência quando bêbados, Quíron era
inteligente, civilizado e bondoso, culto e tinha habilidade com a medicina. Toda essa coleção de virtudes explica-se por
um antigo mito, segundo o qual, Quiron, filho de Cronos com a ninfa Filira – os
demais centauros seriam fruto da união entre o rei Ixion, este permanentemente atado
a um disco de fogo no Tártaro, e Nefele ("nuvem"), que Zeus – o
poderoso chefão – teria criado à forma e semelhança de Hera, sua poderosa
esposa.
Abandonado, Quíron foi encontrado e criado, como
filho adotivo, por Apolo – o deus da beleza,
da perfeição, da harmonia do equilíbrio e da razão, ou seja o Cara! Por isso Quiron manjava de artes, música, poesia,
ética, filosofia, artes divinatória, ética, filosofia e profecias, além de
terapias curativas e ciência – enfim Quiron era o que se pode chamar de fodão.
Casou-se com uma ninfa. Teve seis filhas e um filho, Caristo, grande curandeiro, astrólogo e um
respeitado oráculo – das filhas nada se conta – o mundo – mesmo o mitólógico –
foi e é sempre propenso a ser injusto com as mulheres.
Quíron era também altamente reverenciado como
professor e tutor. Entre seus pupilos estiveream diversos heróis, como Ajax, Enéas,
Teseu, Aquiles, Jasão, Héracles, Oileu, Fênix – só pra citar os mais conhecidos – e, em
algumas versões até o próprio Dionísio, o Baco da mitologia romana (o das
festas e do vinho).
A nobreza de Quiron se reflete também na história
da sua morte história: Quíron teria sacrificado sua vida, permitindo assim que
a humanidade obtivesse o uso do fogo. Num intrincado jogo de fatos mitológios,
que só lendo pra entender – ou não – Quiron trocou sua imortalidade pela
liberdade de Prometeu, aquele pobre coitado que ousou roubar o fogo dos deuses
e foi condenado a estar atado a uma pedra e ter o fígado devorado todas as
noites por um pássaro, apenas podendo ser liberto se um imortal abrisse mão de
sua imortalidade e fosse para o Hades – e olha só o quilate do nosso herói!
Quiron era
imortal, e fora ferido por uma flexa envenenada que o fazia sentir muita dor.
Aí matou três coelhos com uma paulada só: indo para o Hades, aliviou sua
própria dor, e libertou Prometeu e proporcionou aos pobres e reles mortais o
uso do fogo! Daí existir a constelação de Sagitário (do latim sagitta,
"flecha") em homenagem a ele.
E daí?... daí essa galera meio gente meio cavalo
querer ser o melhor da espécie e manifestar, vez por outra, certi ímpeto de
martír... daí todo sagitariano ser metido a quiron, mas no fundo bebedores,
indisciplinados, delinqüentes, sem cultura... uns loucos (graças a Deus!). Voltando
a pretensão quironiana, de ser o diferente e, disfarçadamente, superior... e
lembrando de que o assunto da vez era relacinamentos... ih mas ainda não tinha
dito isto... na verdade cortei lá do inicinho... papo de relacionamento é
chato, tanto quento invevitável... E como não sei lidar com eles!!!
Meu ser, sagitariano autêntico,
integra a manada dos comuns com pretensões quironianas, talvez por tolice, sinto
sempre que sou diferente.. e vou vivendo e vendo que todo mundo se julga um
pouco assim, mesmo os que se dizem iguais...
Temos todos uma noçãozinha da eferemeridade da
vida – e, eu, por decuidar tanto de mim, por tanto tempo, sinto a proximidade
da morte – sofro de intensidades e vivo de sentimentos urgentes, a serem compartilhados,
daí a necessidade de escrevinhar. Descreio da autosuficiencia. Afirmo que
podemos ser independente em muitos aspectos, mas necessitamos imensamente de
uma ajudinha pra sermos felizes e buscamos isso a todo momento. Momentos de solitude
são legais, para pensar, sentir e escrever, mas necessitamos de companhia,
necessitamos de amigos, necessito de amores – um de cada vez–, necessitamos de viver
um grande amor! – E é assim mesmo, todos oscilamos entre o eu e o nós...
Quando amo o mundo se resume ao ser
que amo. Tudo de velho parece ter cara nova e é iluminado por uma luz azul
divinamente brilhante. Não tenho, contudo, o desejo de aprisionar ou ser
aprisionada. Desejo “apenas” voar junto, como duas borboletas sobre um imenso
campo de flores, sabendo que cada uma verá as formas e as cores à sua maneira
e, nesse voo conjunto, vão compartilhando visões e se maravilhando com a
paisagem e que, naturalmente, por um momento ou outro, ambos empreenderão voos
exploratórios em entros campos; mas, resistindo o encantamento que os une,
voltarão a procurar-se, e nada será melhor que compartilhar paisagens guardadas
no olhar – e isto não pode incluir traição!! Traição existe!!
Visão bem romântica dos relacionamentos,
mas tenho observado que é isso mesmo que a maioria de nós buscamos em nossos relacionamentos,
é basicamente isso de que precisamos, com pequenas variações. Queremos a nossa
alma gêmea, que nem sempre é idêntica, mas sempre complementar.
Também sou um ser medroso e
ciumento, mas quironianamente seguro e civilizado – quase sempre. Passado os instingantes e felizes momentos
inicias, os quais na verdade eu desejo
ardentemente que jamais passem, e pra mim nunca passam... até que seja obrigada
a me desfazer deles... –, sigo minha velha tendência de esperar sempre o pior,
por puro medo de me decepcionar... Pensando assim, minha ansiedade é
incontrolável e, se precipito o pior, afirmo que aconteceria de todo jeito, mas
será mesmo que aconteceria?! Pára com isso...
Também sou ocupona... apesar de
lutar para não invadir além da conta a vida e o tempo do ser amado... tenho
muita pressa de descobrir coisas novas e redescobrir coisas velhas de novas
maneiras... compartilhar, conhecer, criar, voar... correr de mãos dadas, andar
na chuva... ler um livro com, ver um filme com, ir a um show com, dançar com,
amar com, beijar com, abraçar o mundo com, compor versos e canções com... rir
com... chorar com, se preciso for... construir e desconstruir com... – virtual e
ou presencialmente... Sei que este entendimento quase não existe mais, então me
pego a esperar por outra vida, e nem
creio em nova chance, não semelhante a que vivo agora... mas quem sabe... nesta
tentaria ser apenas um poeta-pateta-ciclista...
Toda
a minha vida fui meio contemplativa, e mesmo nos meus momentos mais presentes,
uma parte de mim voa por mundos e caminhos que eu queria desvendar, mas não
posso... eu cuidei de mil pessoas, fiz mil coisa ao mesmo tempo – quase nada
fiz direito –, descuidei de coisas importantes... descuidei principalmente de
mim mesma, dos meus sentimentos... dos meus sonhos ainda luto pra lembrar...e
agora, e sempre que estou feliz, tenho tanto medo de estar doente e de não ter
mais tempo de me lembrar dos meus sonhos, e de amar o meu amor, e de esperar o
que a vida tem pra mim, enquanto vivo intensamente o que a vida ora me dá.
Também tenho medo de médicos, prefiro
um abraço demorado e curativo demorado, mas pode ser tão tarde... Posso eu
mesma e o meu descuido ser responsável pela gradativa administração do meu
próprio castigo, por ousar, depois de tanto tempo de quase inércia, ter coragem
de me procurar, com a sensação de estar irremediavelmente perdida... ah como eu
torço para viver muito...
Eu
não sei distinguir sonho de realidade. Vivo de amor tão imenso, tão intenso quanto
leve... e sempre espero que o amor me leve. Quando estou acordada parece que a vida
é um sonho, e, às vezes, quando adormeço, velhas realidades me visitam. É
quando tenho certo medo ou vaga impressão de que o que vivo pode não ser de
verdade... e o que é a verdade?? Talvez nem eu seja de verdade e a própria vida
seja, em si, só um sonho... ou não sejamos mais que “um brinquedo de Deus...”
Vejo
as coisas complicadas de jeito muito simples e as coisas simples essencialmente
incompreensíveis. Sou um ser contraditório... “humano demasiado humano”, como
definiu Nietzsche.
**
Tava escrevendo isso, uma espécie de autoanálise,
quando minha psicóloga me abandonou, voltando depois de um ano... e aí eu
troquei a psicóloga por uma faxineira... agora sem psicóloga nem faxineira... a
dois passos da loucura, distante do paraíso...
mas pra que ser normal??? O que eu quero é ser feliz!!!
domingo, 8 de setembro de 2013
Anabe Lopes
Quando o dia amanheceu,
A alegria, que já fazia ronda,
Não se fez de rogada...
Riu-se ruidosa ao meu lado
E revelou a poesia
Nova de cada nova manhã,
Por mais que se pareça
Com a manhã anterior
E por mais que se assemelhe
à manhã seguinte...
E, nesses momentos mágicos,
Pássaros sempre cantam...
E fomos todos
Tanto cantores quanto ouvintes
E a harmonia entrava
E saia de nossas transparências...
E eternamente, e sempre
até a manhã seguinte,
Houve paz
E éramos feitos de terra...
Roxa, pura e fértil...
Bastou comungarem-se
Chuva e sol da manhã
Para que vida, florescesse...
Roxa de amor!!!
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Exsaussurida
Anabe Lopes
Não quero mais entender Saussure
Antes, quero entender sussurros
Os seus
Os meus
Dispersos...
Nos ventos
Nas ondas do mar de pinheiros,
No mais simples dos versos
Em estradões, rios e trilhas
Nos rincões do universo
Na folha do coqueiro...
No céu azul submerso
Ou nas desconhecidas ilhas
... mas, antes ainda, e primeiro, o sussurro mudo
Dos sonhos do meu travesseiro
Mais antes ainda, e primeiro,
Os sussurros das dores de cada dia,
Os de prazer e os de alegria
Captar e transmitir amor...
Sussurrar surreal poesia!!
Não quero mais entender Saussure
Antes, quero entender sussurros
Os seus
Os meus
Dispersos...
Nos ventos
Nas ondas do mar de pinheiros,
No mais simples dos versos
Em estradões, rios e trilhas
Nos rincões do universo
Na folha do coqueiro...
No céu azul submerso
Ou nas desconhecidas ilhas
... mas, antes ainda, e primeiro, o sussurro mudo
Dos sonhos do meu travesseiro
Mais antes ainda, e primeiro,
Os sussurros das dores de cada dia,
Os de prazer e os de alegria
Captar e transmitir amor...
Sussurrar surreal poesia!!
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