Quando me encontrares na Praxis de sua vida
Fitando seus olhos
Como quem joga bolinha de gude
Me balançando na gangorra
de sua sedução
Subindo pra escorregar- sem- dor
Por favor, me Chaime.
regio junior
Sobre Mario Chaime, ensina o professor e poeta
Rego Júnior : um poeta moderno que crio um tipo de poesia chamada de praxis
A poesia-práxis foi um movimento liderado por Mário Chamie, que a partir de 1961 começou a adotar a palavra como organismo vivo gerador de novos organismos vivos, ou seja, de novas palavras. Surge como dissidência da Poesia concreta.
O poema do Concretismo tem como característica primordial o uso das disponibilidades gráficas que as palavras possuem sem preocupações com a estética tradicional de começo, meio e fim e, por este motivo, é chamado de poema-objeto.
Outros atributos que podemos apontar deste tipo de poesia são: - a eliminação do verso; - o aproveitamento do espaço em branco da página para disposição das palavras; - a exploração dos aspectos sonoros, visuais e semânticos dos vocábulos; - o uso de neologismos e termos estrangeiros; - decomposição das palavras; - possibilidades de múltiplas leituras.
A comunicação através do visual era a forma de expressão de todas as poesias concretas. No entanto, houve particularidades que diferenciavam os poemas deste período em tipos de poesias. Assim, a poesia de Mario Chamie surge, revalorizando o ritmo, a palavra, o verso, sem abandonar o uso paranomásico dos fonemas.
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Sabe você o que vê o olhar brilhante do saruê? *** Eu me diluo e me construo em cada palavra que escrevo, talvez um dia consiga montar o meu perfil mais verdadeiro...
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Gente
Gente
Composição: Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Gente que entende que não deve dar
Porque nunca na vida sofreu por não ter
Deus quando fez esta terra pra gente
Pensou em fazer tudo bem diferente
Não que eu queira ter muita coisa demais
Quero é ter um pouco de paz
Quero apenas ter um lugar pra morar
Porque, veja bem, há quem tem
Sem saber, mais de cem
Pode até mesmo o Senhor se zangar
Então, vir para a Terra, pra tudo mudar
Composição: Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
Gente que entende que não deve dar
Porque nunca na vida sofreu por não ter
Deus quando fez esta terra pra gente
Pensou em fazer tudo bem diferente
Não que eu queira ter muita coisa demais
Quero é ter um pouco de paz
Quero apenas ter um lugar pra morar
Porque, veja bem, há quem tem
Sem saber, mais de cem
Pode até mesmo o Senhor se zangar
Então, vir para a Terra, pra tudo mudar
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Eu canto o corpo elétrico
1
Eu canto o corpo elétrico
Os exércitos daqueles que amo enlaçam-se e eu a eles
E não me deixarão até que eu os atenda ou os siga
E os purifique e os imante com a aura da alma.
Duvidou-se algum dia que quem corrompe seu corpo anula seu ser?
E que aqueles que profanam os vivos sejam piores que os que profanam os mortos?
E se o corpo não faz tanto quanto a alma?
E se em não sendo o corpo alma, que será ela?
(...)
Walt Whitman (Tradução; Ramsés Ramos)
Eu canto o corpo elétrico
Os exércitos daqueles que amo enlaçam-se e eu a eles
E não me deixarão até que eu os atenda ou os siga
E os purifique e os imante com a aura da alma.
Duvidou-se algum dia que quem corrompe seu corpo anula seu ser?
E que aqueles que profanam os vivos sejam piores que os que profanam os mortos?
E se o corpo não faz tanto quanto a alma?
E se em não sendo o corpo alma, que será ela?
(...)
Walt Whitman (Tradução; Ramsés Ramos)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Tribal voice
Quando todas as tribos tiverem voz, os homens entenderemos que somos uma só tribo!!
Não deixer de assistir a este video, compartilhado pelo Luis Frota no Facebook!! É so copia o link a seguir e colá-lo no seu navegador.
http://www.youtube.com/watch?v=XZ-hbpWlXNQ&feature=related
Anabe
Não deixer de assistir a este video, compartilhado pelo Luis Frota no Facebook!! É so copia o link a seguir e colá-lo no seu navegador.
http://www.youtube.com/watch?v=XZ-hbpWlXNQ&feature=related
Anabe
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
É tempo de construir um só Brasil
Há duas semanas levantei-me no sábado pela manhã e fui ató o caixa rápido do Banco do Brasil localizado em Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal. Como ando sempre com minha pequena câmera na bolso, pude, não sem dor, fotografar estes dois brasis: o Brasil da propaganda e o Brasil real, dispostos um defronte pro outro.
Eis o Brasil que dorme no chão; o Brasil que come das migalhas do capitalismo; o Brasil sem emprego; o Brasil sem escola; o Brasil sem lazer; o Brasil que està para ser visto, mas que a maioria de nós finge que não vê, escondendo sob o escudo do "isso não é comigo" e é o Governo quem deve cuidar das crianças e dos jovens. Mas os governos são eleitos por nós. E todos precisamos agir para emprestar a essas pessoas a nossa voz. É preciso denunciar as desigualdades, porque vivemos no mesmo espaço e somos interdependentes. A solidariedade é condição de sustentabilidade da estrutura social e do planeta.
Todos somos um e a todos cabe a responsabilidade de conscientizar as novas gerações sobre esta inegável interdependência entre todos os seres humanos e todas as formas de vida no planeta. Enquanto nos calamos, as elites se fortalecem na ilusão de que tendo muito serão melhores e intocáveis. E para assegurarem sua hegemonia usam as pessoas menos favorecidas economicamente como trampolim para saltarem cada vez mais alto. Elas o chamam "os pobres", a quem querem sermpre pobres e úteis aos próprios projetos de grandeza e dominação. Com a máscara da paternalismo finge que dão aos "pobres" o que é deles retiram.
Há algum tempo, ouvi o Arruda discursar construindo a imagem da "bondade" do governo Arruda de, contruindo unidades esportivas, permitir ao "pobre" o acesso ao esporte. Este uso ideológico da palavra "pobre", identificado no discurso desse tipo de político, que ainda domina o cenário de Brasília e do Brasil, tende a perpetuar o sentimento de menos valia diante da sociedade e a escravizar as consciências pela geração e manutenção de um sentimento de gratidão, quando na verdade, o acesso ao esporte, ao lazer é direito assegurado pela Constituição e esses mesmos políticos são os que os espoliam ao desviarem recursos públicos da educação, da saúde, da infra-estrutura.
"As desigualdades e as injustiças precisam ser denunciadas, porque sozinho o mundo não vai melhorar". Estas palavras de Henrique Rattner, em O resgate da Utopia (p.14) deve estar em nossas mentes, para fortalecer em todos nós o desejo de agir para eliminar desigualdades. O Brasil de mãos limpas, do qual somos parte, conta conosco!
| Dois brasis. by Anabe Lopes. Agosto/2010 |
Eis o Brasil que dorme no chão; o Brasil que come das migalhas do capitalismo; o Brasil sem emprego; o Brasil sem escola; o Brasil sem lazer; o Brasil que està para ser visto, mas que a maioria de nós finge que não vê, escondendo sob o escudo do "isso não é comigo" e é o Governo quem deve cuidar das crianças e dos jovens. Mas os governos são eleitos por nós. E todos precisamos agir para emprestar a essas pessoas a nossa voz. É preciso denunciar as desigualdades, porque vivemos no mesmo espaço e somos interdependentes. A solidariedade é condição de sustentabilidade da estrutura social e do planeta.
Todos somos um e a todos cabe a responsabilidade de conscientizar as novas gerações sobre esta inegável interdependência entre todos os seres humanos e todas as formas de vida no planeta. Enquanto nos calamos, as elites se fortalecem na ilusão de que tendo muito serão melhores e intocáveis. E para assegurarem sua hegemonia usam as pessoas menos favorecidas economicamente como trampolim para saltarem cada vez mais alto. Elas o chamam "os pobres", a quem querem sermpre pobres e úteis aos próprios projetos de grandeza e dominação. Com a máscara da paternalismo finge que dão aos "pobres" o que é deles retiram.
Há algum tempo, ouvi o Arruda discursar construindo a imagem da "bondade" do governo Arruda de, contruindo unidades esportivas, permitir ao "pobre" o acesso ao esporte. Este uso ideológico da palavra "pobre", identificado no discurso desse tipo de político, que ainda domina o cenário de Brasília e do Brasil, tende a perpetuar o sentimento de menos valia diante da sociedade e a escravizar as consciências pela geração e manutenção de um sentimento de gratidão, quando na verdade, o acesso ao esporte, ao lazer é direito assegurado pela Constituição e esses mesmos políticos são os que os espoliam ao desviarem recursos públicos da educação, da saúde, da infra-estrutura.
"As desigualdades e as injustiças precisam ser denunciadas, porque sozinho o mundo não vai melhorar". Estas palavras de Henrique Rattner, em O resgate da Utopia (p.14) deve estar em nossas mentes, para fortalecer em todos nós o desejo de agir para eliminar desigualdades. O Brasil de mãos limpas, do qual somos parte, conta conosco!
| Mão limpas. by Anabe Lopes. Agosto/2010 |
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